Estar triste é ver no silencio o que da face é notório de sentir
entender que palavras antes amargas jamais serão ditas
e que no nunca ouvir serão da surda compreendidas
no mais, tristes relidas pra remir
Que o passado é dor incólume, o presente inerte de duvida,
e o futuro de promissor despedida
Eles vêem tudo, nada dizem e o pensar absorto e livre me ensina,
que com penar se aprende, não se cria
Para quê ser bonito de se ver, e em não tocar de se ter
e o lindo não é mais do que o iludido
como é dificil o ser
qual tanto falta ser aprendido
É quando parece dormente meu Eu
onde não haver de ser talvez obra finda,
que rasga o céu e planta vida,
do que deverias ser seu
Que colho ao ar rima,
renego a arvore, a terra e a lira,
e o universo divisório aborta,
meu olho em si encosta
e não é nem mar, nem céu, nem terra…
é triste fim que se encerra.
(Cléber Seagal)
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